A pergunta que quase nenhum autor faz antes de assinar

Autores costumam negociar o percentual de royalties. É quase sempre a única cláusula discutida.
Quase nenhum pergunta sobre a base de cálculo, se o percentual incide sobre o preço de capa ou sobre o valor líquido que a editora recebe, o que muda o resultado pela metade. Ou sobre o prazo de cessão. Ou sobre quantas edições estão incluídas. Ou sobre o que acontece com os direitos se o livro simplesmente não for publicado.
São essas cláusulas, não o percentual, que determinam por quanto tempo o seu livro deixa de estar inteiramente nas suas mãos e em que condições ele volta.
Isso não é acusação. É assimetria.
De um lado, alguém que assina um contrato editorial pela primeira vez na vida, geralmente emocionado, geralmente com pressa. Do outro, alguém que assina todos os meses e conhece cada consequência de cada redação.
Nada disso exige má-fé para produzir um acordo ruim. Basta que uma das partes não saiba o que está perguntando.
O que fazemos a respeito
Explicamos nosso próprio contrato antes de você lê-lo sozinho, cláusula por cláusula, incluindo as que nos favorecem. Dizemos o que estamos pedindo, por quanto tempo, para quais formatos e o que permanece integralmente seu.
Quando o contrato é de outra editora, também lemos com você e apontamos o que merece pergunta. Não emitimos parecer jurídico, e dizemos com clareza quando o caso é de advogado, mas ninguém deveria assinar sem entender.
Uma editora que precisa da desatenção do autor para fechar um bom contrato não está fazendo um bom contrato. Está fazendo um contrato que depende de o autor não perceber.
Recebeu uma proposta, nossa ou de qualquer outra editora? Escreva para a gente antes de responder.
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